sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Profissional e a Profissão de Informática

Qual deve ser o perfil do profissional de informática do futuro? Os programas dos cursos universitários de computação são adequados às novas demandas do mercado? Essas questões não estão dissociadas de um contexto maior. Primeiramente, foi observado algo paradoxal. O mercado de informática está extremamente carente de pessoal, o que poderia ser bom e atrativo para os jovens. No entanto, vê-se exatamente o contrário. A procura por cursos de informática e mesmo por cursos tecnológicos de uma forma geral continua caindo assustadoramente. Vale ressaltar que este fato não é especifico da realidade brasileira, mas também de países desenvolvidos como os EUA e os países europeus. Já tinha mencionado em textos anteriores desse blog que a computação tem uma enorme dificuldade para definir suas bases. Isto se dá em grande parte pela forma rápida com que ocorrem as mudanças tecnológicas que por sua vez provocam o surgimento de novas ocupações e mesmo o desaparecimento de outras. Com o passar do tempo as tarefas que eram realizadas por profissionais de nível superior vão gradativamente sendo vulgarizadas e, ou desaparecem ou passam a ser exercidas por profissionais de nível médio. Creio que o que está ocorrendo com os programadores é um bom exemplo disso. O mercado mundial de software tem necessitado de programadores em grande quantidade. Em função disso, diversos países têm incrementado o ensino de programação de computadores para alunos de nível médio. A idéia com isso é lançar uma maior quantidade de profissionais, o mais cedo possível, no mercado. Obviamente, que acompanhado disto vem uma redução do nível salarial, o que acaba afetando muitos profissionais de nível superior, principalmente aqueles que em sua vida profissional se concentraram na tarefa de desenvolvimento de software. Outra conseqüência disso, é que o curso de Informática nas Universidades acaba perdendo seu poder de atratividade. Cursos de faculdades e outros de menor duração passam a ser uma opção mais barata e que levam os profissionais ao mercado mais rapidamente. Assim, a questão adjacente que se coloca nesse contexto é: “ qual o perfil do profissional de Informática de nível superior?”. O que as Universidades devem enfatizar para que este profissional se diferencie da grande massa de programadores que tende a se formar a partir de cursos tecnológicos de curta duração? Certamente esta é uma pergunta difícil de ser respondida somente por um prisma e queria oferecer este espaço para abrigar reflexões sobre o tema. Deixo somente algumas palavras chaves que me parecem relevantes a este novo perfil e que visam iniciar uma reflexão coletiva: empreendorismo, multi-disciplinaridade, gestão e liderança, capacidade de análise e síntese.

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